Rabiscos Econômicos

03 Dezembro, 2009

Desdolarização da Economia

No início dessa crise econômica atual, especialistas diziam que o dólar poderia perder força. Por ser o epicentro da turbulência, os Estados Unidos seriam afetados diretamente pelos efeitos subsequentes da crise. De fato, isso vem acontecendo.

Ao contrário do que dizem os fanáticos do fim do capitalismo, discordo da visão de que o dólar será ultrapassado pelo yuan num futuro próximo. A alegria de muitos é dizer isso, mas entre o mundo de fantasias e o mundo real existe um precipício.
O que tem se observado é que, antes, o dólar é a moeda de maior liquidez no mercado internacional. Para o Brasil comercializar com a Suécia, com Botswana ou Honduras, a moeda utilizada tanto para importação quanto para exportação é o dólar.

O caso é que agora, segundo a reportagem do Estado de São Paulo, o Brasil iniciou uma operação comercial com a China sem o envolvimento de dólares. Por já fazer isso com a Argentina, o Brasil está, possivelmente, iniciando um processo de diminuição da dependência de liquidez da moeda norte-americana. Como dito, não compartilho da ideia de que é o fim do dólar ou que o principal centro capitalista se mudará dos Estados Unidos para a China.

O que precisa para isso é que o processo de "desdolarização" do comércio envolva um maior número de países. Lembrando que a China é um forte parceiro comercial do Brasil e a partir do momento em que diversas empresas chinesas começarem a aceitar reais, ai sim se concretizaria o primeiro passo para o esquema completo de abandono ao dólar.

De qualquer maneira, já é um início. O dólar já pode ser visto, no Brasil, mesmo que em pequeno grau, como não sendo mais a moeda universal utilizada para as transações comerciais e financeiras.

Portanto, aos camaradas, não há muito o que comemorar, o dólar ainda é aceito universalmente e apenas algumas transações aleatórias deixar de utilizá-lo não caracteriza seu fim. Aos céticos, fica o alerta, a saber, se o número de transações desse tipo aumentar entre vários países, iniciar-se-ia o processo de ruptura da "linguagem comercial universal".

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02 Dezembro, 2009

Pensamentos nem tão aleatórios

Recebimento de “bolsa-ditadura” é algo sempre polêmico. É a famosa distribuição de dinheiro público a pessoas, muitas vezes, de caráter duvidoso. Bandidos já receberam e recentemente anunciaram a doação de 100 mil reais para a viúva de Paulo Freire. Detalhe, ele morreu em 1997 e vai receber agora. Se o dinheiro é para reparar danos em sua vida causados pela ditadura, não é um pouco tarde?

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O desperdício de dinheiro público é muito evidente e o pessoal acha bonito. Veja o caso da “bolsa-copa do mundo”. Atletas das antigas gerações de futebolistas brasileiros que foram campeões do mundo de futebol com a seleção receberão doações substanciais do governo federal. Alguém hoje tem culpa de que na época o futebol era pouco rentável aos atletas? Se hoje existem economistas ganhando milhões de dólares ao ano, a coroa britânica deve ressarcir a família de Adam Smith?

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30 Novembro, 2009

O que aconteceu com o aquecimento global?

Simplesmente não dá pra entender. Tá, na verdade dá. A tática usual (voces sabem de quem) está agora consolidade na questão ambiental. A mais nova agora do pessoal verde é esconder dados. Depois de demonstrado que o último pico de temperatura média global ocorreu em 1998, onde os níveis de emissão de dióxido de carbono eram bem menores que os atuais, a teoria mainstream caiu em um grande dilema.

Sobre o pico aqui, aqui e principalmente aqui.

Como se pode afirmar que o homem é o causador do tal aquecimento global se não existe relação direta entre o aumento de temperatura e o aumento de emissão de dióxido de carbono?
Aaaah, agora eles devem estar considerando outros fatores como manchas solares, será?

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Atualização:

Isso aqui é impressionante

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27 Novembro, 2009

Pensamentos Aleatórios

//A cada dia que me aproximo da vida profissional, descubro o quanto é dificil convencer as outras pessoas a me darem dinheiro em troca de algum serviço. Todo mundo quer pagar o mínimo possível pelo máximo de esforço. Talvez seja por isso que o concurso público é tão atrante – é o único lugar onde a lei obriga os contribuintes a remunerarem o funcionário independentemente de sua produtividade.//

//Roland Emmerich, protestou contra a “religião organizada” quando destruiu vários símbolos do Cristianismo e do Budismo em seu filme “2012”. É fácil ser valentão contra religiões que pregam idéias benignas como a do “Amor ao Próximo”. O máximo que um cristão irá fazer é não assistir seu filme. No entanto, o diretor não parece ser tão valentão quando se trata de muçulmanos. Queria ver ele destruir Mecca (e aquele paralelepipedo gigante). Uma coisa temos que admitir para os muçulmanos: o enforcement: “um avião no meio da sua cara”, funciona.//

//Eu nunca entendi porque chamam o UFRGSMUN de simulação da ONU. Uma simulação de algo é uma imitação de seus procedimentos sem que eles gerem consqüencias reais. Um simulador de voo imita todos os procedimentos de um voo real, mas se ele cair ou chegar ao seu destino, você não irá morrer nem chegar “em Roma” de verdade. No caso em questão, a ONU é exatamente igual ao UFRGSMUN: uma porção procedimentos, discursos e regras, mas nenhuma conseqüencia real.//

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16 Novembro, 2009

Capitalismo de Livre Mercado: Vivo ou Morto?

Segundo recente pesquisa da BBC, pouquíssimas pessoas aprovam o sistema capitalista de livre mercado. A pesquisa revela não apenas isso, mas uma diversidade de dados que foram coletados através de pesquisas em diversos países do mundo.

Alguns dados chamam mais atenção e é justamente com estes que gostaria de lidar. Primeiramente, em relação à pergunta sobre se a queda da União Soviética ter sido algo bom ou ruim, os Estados Unidos foram os que mais se mostraram felizes com a queda. 81% dos americanos consideraram a queda como algo benéfico ao mundo, digamos. Em relação aos países mais afetados pela queda do muro (considerado o início do fim, embora eu considere como início o manuscrito original do Das Kapital), alemães e poloneses se mostraram quase tão felizes (se é que podemos falar assim) quanto os americanos.

Por outro lado, russos e ucranianos se mostraram majoritariamente infelizes com a queda da pátria mãe de ambas. Sabe-se lá porquê (é digno de investigação), somente os egípcios, proporcionalmente falando, ficaram mais infelizes com a queda (69%).

Sobre a questão do capitalismo de livre mercado, aqueles que mais querem um sistema diferente são em sua maioria países menos desenvolvidos. Alemanha e Japão tiveram um índice surpreendente de menos de 10%, enquanto Estados Unidos apresentou 13% de rejeição. Países como a “socialista” França, Brasil e México obtiveram rejeição maciça quanto ao capitalismo de livre mercado.

Em uma análise apenas na Europa, tem-se que os dois países mais desenvolvidos economicamente são os que menos rejeitam o sistema. Isso pode, talvez, ser explicado pelo fato de que ao passo que a maioria dos países não alcançou os benefícios que estes conseguiram através dessa forma de sistema, eles não enxergam da mesma maneira os pontos fortes do sistema.

Sobre a questão do papel do governo com relação à distribuição de renda, a maioria dos países apresentou resultados extremamente favoráveis ao papel do governo neste sentido. Disparada na ponta inversa, somente 9% dos turcos acham que o governo deve se preocupar mais com a distribuição de renda. Uma explicação de altíssimo risco seria a de afirmar que isso é devido ao fato de muitos turcos morarem na Alemanha (são mais de 4 milhões) e estes, por terem um nível de renda supostamente mais alto, participam efetivamente das remessas recebidas do exterior no balanço de pagamentos do país.

Altíssimo risco, pois o mesmo valor de 9% foi encontrado para a questão do governo regular os negócios, isto é, o povo turco ta mesmo é contra o governo. Seja o governo atual, ou seja, os governos em si. Houve certa homogeneidade nos dados turcos, pois o dado sobre a pergunta do papel do governo em controlar as maiores indústrias também apresentou nível de rejeição, 9%.

Novamente, europeiamente falando, a Alemanha foi destaque nessa questão do governo controlar maiores indústrias, tendo em vista que seu índice foi absurdamente discrepante em relação aos outros países da amostra. Metade dos alemães entrevistados acha que o aumento do papel ao controlar essas indústrias causaria mais mal do que bem para a sociedade. O que se pode concluir que ao menos sob meu ponto vista, a pesquisa da BBC só confirmou que a Alemanha é o país mais sério da Europa.

O caso do Brasil é mais do que óbvio. 89% dos entrevistados acha que o governo deve agir mais para combater a alta distribuição de renda, 87% acha que o governo deve regular os negócios, 64% acha que “A Vale é nossa” e que o governo deve controlar setores-chave da indústria, 35% quer outro sistema que não o capitalista e 100% deles vivem na selva.

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15 Novembro, 2009

Racionalidade de Expectativas de Curto Prazo

Como tenho a honra de participar de dois blogs concomitantemente, revezo entre as postagens, que embora estejam mais raras, estou com intenção de fazê-las com maior frequência. Recentemente coloquei uns resultados da minha monografia no Pensando em Economia e analisei sob a ótica de um teste apenas se os agentes medianos do Banco Central acertavam suas previsões. No longo prazo, isto é, expectativa para doze meses, que foi o caso abordado, a racionalidade não apareceu. Agora a ideia é analisar aqui a questão do curto prazo, isto é, previsão mensal para um mês adiante. Observação: longo prazo e curto prazo definidos de acordo com o gosto do autor.

Novamente, algumas especificações são necessárias:
i) O teste é o mesmo, com a mudança de que agora a previsão é para um e não doze meses adiante.
ii)São três amostras diferentes. Dados do primeiro dia do mês (1); dados do dia 15 (ou próximo dia útil, representando o meio do mês; e dados do último dia do mês, convencionado como 30.

A justificativa para essa abordagem é de a tendência, segundo a lógica, é de que os dados do terceiro período (final do mês) estejam mais próximos do valor real devido ao maior acesso à informação. Por exemplo, os dados do IPCA saem geralmente pela segunda semana do mês, é um dado novo que não existe para o primeiro dia do mês.

Assim, é realizado o teste através da metodologia do mínimos quadrados ordinários e os resultados podem ser vistos nessa tabela:



Foi feito, portanto, o teste Wald com as restrições c(1)=0, c(2)=1, isto é, teste de significância conjunta dos parâmetros para esses valores. Nota-se que em apenas uma questão visual se consegue estabelecer que pelo menos os valores dos coeficientes se aproximam de mim. Mas como não quero publicar minha monografia no Journal of Picaretal Economics o teste deve ser feito para comprovar a "visão".

De fato, o que acontece é a não rejeição da hipótese nula de racionalidade. Isso quer dizer, que para um mês (como era de se esperar) os valores da previsão são mais apurados que os de doze meses, e sob este critério, o agente mediano possui indício de seguir com a racionalidade no momento da previsão.

Interessante notar ainda o valor dos coeficientes. Ele cresce da primeira amostra à última, o que é um sinal de que os agentes condicionam de melhor forma suas expectativas com acesso a um maior conjunto informacional.

Resumindo, em união com os dois post, o agente mediano do Banco Central que aparentemente não seguia a racionalidade ao fazer suas previsões de longo prazo, o faz de forma eficiente no curto prazo.

PS.1. Estava olhando meu primeiro post no Rabiscos. Meu tema de monografia mudou, embora a política monetária esteja sempre por perto.

PS.2. Sim, ler o outro post ajuda. Propaganda grátis. There is such a thing as free lunch.

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14 Novembro, 2009

Today's Fortune

Once the whole population is covered [by health insurance], there is little political incentive to increase spending on medical care. Once the bulk of costs have been taken over by government, as they have in most of the other OECD countries, the politician does not have the carrot of increased services with which to attract new voters, so attention turns to holding down costs.

Cópia descarada do Carpe Diem. Mas Milton Friedman sempre merece audiência. Segundo Friedman, é difícil assegurar esse plano universal de saúde durante muito tempo. Sua inconsistência de longo prazo, não necessariamente exista uma no curto, o faz inviável e apenas uma manobra política de reconquista de popularidade.

Seria o velho caso da frase "aquilo que é economicamente correto parece ser politicamente incorreto" e vice-versa. Isso tudo segundo ele, quer dizer, minha interpretação sobre ele. Não tenho porque duvidar. Vocês têm?

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06 Novembro, 2009

Russel Crowe precisa ser revisto: ou o que há de errado no filme "Uma Mente Brilhante".

- "Find a truly original idea. It is the only way I will ever distinguish myself. It is the only way I will ever matter."


Vocês já viram o filme “Uma Mente Brilhante”?

O filme conta a história do matemático (e economista por honra e mérito) John Nash. Ele foi o sujeito que revolucionou a teoria dos jogos criando o “Equilíbrio de Nash”.

Se vocês viram o filme, devem se lembrar da parte em que o jovem Nash tem o “insight” fundamental que teria originado toda sua teoria (veja a cena aqui).

-(Se você viu a cena, ou já viu o filme, ou não gosta de spoiler, pode pular o itálico)-

No cena os amigos de Nash se juntam a ele e chamam sua atenção para cinco mulheres que adentram o bar naquele instante. Das cinco mulheres, uma era loira e, pelo menos para Nash e seus amigos, era também a mais bonita das cinco. Em tom de brincadeira, os três amigos de Nash discutem como iriam decidir quem iria “ficar” com a loira (assumindo, é claro, que suas investidas fossem bem sucedidas). Nesse momento um dos amigos trás a tona Adam Smith e sua máxima de que “o indíviduo, ao agir no seu auto-interesse, acaba provocando o bem comum” para justificar que todos deveriam agir por conta própria. É exatamente nessa hora que o jovem Nash tem sua epifania que irá se traduzir em sua tão famosa teoria.

O matemático começa afirmando que “Adam Smith precisa de revisão”, pois, se cada um fosse ao mesmo tempo na loira, um acabaria “bloqueando” a abordagem dos outros e ninguém conseguiria ficar com ela. Uma vez que eles fossem rejeitados pela loira, as amigas delas também não iriam aceitá-los, pois elas não gostam da idéia de ser “segunda opção”. Para ele, a estratégia ótima seria a de que todos deveriam ficar com as morenas e ninguém com a loira. Se escolhessem cooperar e não competir, o resultado seria mais eficiente.

-(Fim da cena)-

Eu não sei quanto a vocês, mas para mim o conjunto de estratégias proposto pelo jovem Nash não é equilíbrio de Nash. Na verdade, ele não é nem mesmo um equilíbrio.

-Mas o que "diabos" é uma estratégia de Nash?

A definição de estratégia de Nash é que o jogador deve escolher o melhor para si dado que o outro também escolheu o melhor para si (o que não tem nada a ver com aquela baboseira de “melhor para o grupo”). No equilíbrio de Nash, onde todos escolheram a melhor estratégia para si assumindo que os outros também o fizeram, não haveriam incentivos para desviar da estratégia escolhida.

Ora, pode-se perceber claramente que, ao jogador observar que seus adversários não foram falar com a loira, ele terá todo o incentivo do mundo para falar com ela, pois assim ele melhorará sua situação. Logo, todos nas morenas não configura um equilíbrio.

-Como eu formularia o jogo:

Para simplificar, imaginemos que só existe dois jogadores: Nash e seu amigo, o Pareto. No bar em questão entram três mulheres, duas morenas e uma loira. Os amigos podem decidir abordar uma das morenas ou podem escolher abordar a loira. Se ambos forem na loira, então nenhum dos dois irá conseguir ficar com ela. Se ambos nas morenas, ambos irão conseguir ficar com suas respectivas moças. Obviamente, se um for na loira e outro na morena, os dois irão sair bem sucedidos com suas respectivas escolhas. Estamos imaginando, é claro, que as três são fanáticas por matemática e, portanto, não resistiriam as investidas de dois nerds malucos. Além disso os dois preferem as loiras (algo discutivel, é claro).

Resta agora escrever o jogo na forma normal e resolve-lo da forma tradicional para obtermos o equilíbrio de Nash:


Se Nash escolher “Loira”, Pareto pode ganhar zero se escolher “Loira” ou 1 se escolher morena, logo, ele escolherá “Morena”.

Se Nash escolher “Morena”, Pareto pode ganhar 5 se escolher “Loira” ou 1 se escolher “Morena”, logo, ele escolherá “Loira”.

O mesmo vale para Nash, portanto...


O equilíbrio de Nash em estratégias puras é ou Pareto ou Nash com a "Loira" e o outro com a "Morena". Não é os dois com as morenas como o Russel Crowe acreditava.

Notem que se ambos forem nas morenas, ambos terão incetivos para desviar de sua estratégia e ir falar com a loira, logo (Morena, Morena) não pode ser um equilíbrio de Nash. O equlíbrio é (Morena, Loira) e (Loira, Morena).

O que, na minha opinião, condiz com a realidade. Em geral, sempre um de seus amigos fica com “a mais bonita”. No meu caso, o amigo que fica com a loira geralmente é, nada mais nada menos, do que o coautor do Rabiscos, tão querido por vocês leitores, Baldusco-Don-Ruan.

Gostaria da opinião dos outros blogueiros sobre o formato do jogo que eu criei, vocês concordam? Kang, Prof. Shikida,....

-Adendo reflexivo:

A teoria de Nash verdadeira não é a mesma que a do filme. Ao agir de maneira estratégica, perseguindo seu próprio benefício, ambos os jogadores chegam a um equilíbrio no qual nenhum dos dois tem incentivos para desviar, pois se o fizessem, ambos sairiam perdendo. O comportamento competitivo, nesse caso, gera um resultado ótimo no sentido de pareto, pois um não pode melhorar sem piorar o outro. Portanto, nem sempre seguir seus próprios interesses sem pensar no grupo será pior.

A versão hollywoodiana da teoria dos jogos e da economia, como já era de se esperar, é exatamente aquele equivocado raciocínio dos esquerdistas patetas. Tal pensamento pode ser sintetizado em uma das frases que Nash fala no filme:

Nash: In competitive behavior someone always loses.
Charles: Well, my niece knows that, John, and she's about this high.

Claramente isto não é verdade. Nem todos os jogos são de soma zero: xadrez, damas, par ou impar e jogo da velha. No mercado, sob certas condições, é possível que todos ganhem. Talvez nem todos ganhem igual, mas todos irão ganhar.

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31 Outubro, 2009

A Miséria do keynesianismo.


O relatório de 30 de outubro do Bureau of Economic Analysis
confirma mais uma vez a idéia da da renda permante. As transferências feitas pela administração Obama, principalmente em maio, não causaram impacto algum no consumo dos indivíduos. Quase a totalidade das transferências se traduziram em aumento de poupança, mostrando mais uma vez a ineficacia de políticas governamentais com o intuito de "estimular" a economia.

09 Outubro, 2009

Trocarás com o próximo.

“(...) There are essentially only three ways that I can get another person to help me achieve my ends: love, trade and force.”

~ David Friedman, Machinery of Freedom.

Para mim o resumo de toda a velha discussão tão discutida neste blog e em muitos outros é o racicínio de David Friedman em seu livro no capítulo “Love is not Enough” que está sintetizado na citação acima.

É a idéia de que, em todas as comunidades humanas, são três as maneiras de fazer com que indivíduos ajudem outros indivíduos a atingirem seus determinados objetivos.

Façamos um exercício mental. Imagine que seu objetivo seja produzir um computador. São três os jeitos de conseguir a ajuda do próximo:

Um jeito é trocar. Você contrata engenheiros eletrônicos, fornecedores de componentes, aluga um espaço físico onde produzir, bem como as máquinas e ferramentas necessárias e etc. Tudo o que você tem que fazer é oferecer a estas pessoas alguma coisa em troca. Pode ser algum bem, serviço ou o genérico desses dois: o dinheiro.

O segundo jeito é ser uma pessoa amável. Você pode fazer amizade e convencer os mesmos engenheiros eletrônicos, fornecedores de componentes, proprietários de terra e máquinas e donos de outros insumos a trabalharem para você pelo simples fato de você ser um cara muito legal. O problema disso é que você terá que ser uma “pessoa legal” para uma porção de pessoas. Ser amigo de todas as pessoas envolvidas na produção de um computador é uma tarefa extremamente difícil. Nem chefes da Máfia conseguem tantos favores assim (a menos que ofereçam uma oferta "irrecusavel").

O terceiro é último jeito é pela força. Você pode ameaçar a família dos engenheiros com exílio na Sibéria, pode roubar seus fornecedores de componentes, expropriar os proprietários de terras e etc. O problema com isso, além de ser moralmente condenável, é que, eventualmente, você não terá mais engenheiros para ameaçar (ninguém mais vai querer ser engenheiro para trabalhar de graça), nem máquinas ou insumos para expropriar (ninguém vai querer produzir para não ganhar nada). Se o uso da força for difundido, a sociedade se desintegra e todos voltam a subsistência, onde você terá que produzir tudo sozinho (máquinas, componentes, cálculo diferencial e todas aquelas coisas complicadas que só os engenheiros sabem).

O exercício acima mostra que, como disse David Friedman, o amor não basta quando se trata de realizar atividades muito complexas; já a força, só funciona algumas poucas vezes, pois ninguém irá ficar perto de você.

O mercado, onde se realizam as trocas, é, portanto, a única maneira sustentável de realizar as vontades (desde as mais simples até as mais complexas) dos indivíduos.

Quando você pensava que não poderia piorar


Obama é o Nobel da Paz de 2009


Isso mesmo. Qual a sua importantíssima contribuição para receber esse tão "nobre" prêmio?

A mesma do super-homem em:
Superman IV: The Quest for Peace.

Você se lembra? Passava o tempo na seção da tarde. O super-homem juntou todas as armas nucleares do mundo e as atirou em direção ao Sol. Depois, é claro, acabou tendo que enfrentar o "Homem Nuclear" e Lex Luthor. Mas isso já é spoiler.

Obama ganhou o nobel
pelos apelos ao desarmamento nuclear e por seu trabalho pela paz mundial.

No entanto, sinto desapontá-los, Obama não é o super-homem (eu sei, eu sei... alguns acham que são). Mas até onde eu sei, ele ainda não voa, ainda não tem super visão raio-x, nem super força. Portanto ainda não consegue arremessar as armas nucleares em direção ao Sol. Então, me pergunto quais foram as "grandes contribuições do Obama"? Ele por um acaso aumentou a pressão sobre o regime de Ahmadinejad, o sujeito que não reconhece a possibilidade de existência dos judeus?

Não, não. Pelo contrário. Ele retirou a pressão sob o regime e agora os iranianos construiram mais centros de enriquecimento de urânio subterrâneos.

Que outros esforços pela paz ele fez? Por um acaso ele continuou as guerras contra os terroristas no Afeganistão e Iraque? Não... parece que ele quer diminuir cada vez mais o número de soldados nessas regiões.

Ah... mas, se você retirar os soldados dessas regiões, aí você terá paz, afinal de contas a guerra irá "acabar".

Acho que os suecos (e o mundo obâmico pateta) insiste em confundir paz com "rendição". Se o mundo se rende-se para os Nazistas, não haveria Segunda Guerra.

Quer saber de um sujeito que conseguiu acabar com uma guerra que poderia levar a destruição nuclear? Esse sim merecia um prêmio... Não o mesmo prêmio do Arafat, Al Gore e, agora, Hussein Obama. Merecia um prêmio sério: