Oferta! Demanda! Gol!
Antes de mais nada, parabéns a todos os colorados do Brasil: o Internacional de Porto Alegre está na final da Libertadores da América após 26 anos. Desde o ano passado, quando o time da capital gaúcha realizou uma campanha magistral no campeonato brasileiro, o número de sócios do clube não parava de aumentar. Neste ano, o time continuou bem, chegando à final do campeonato regional, sempre lutando pelas primeiras posições no Brasileirão e subindo degrau por degrau no mais importante torneio do continente. Nesse meio tempo, acontecia algo interessante: o número de sócios não parava de aumentar. No primeiro trimestre de 2006, o número de sócios colorados já somava 30 mil, chegando a 40 mil na semana passada. O resultado foi uma atitude brusca por parte da diretoria do clube, que se viu obrigada a não mais aceitar novas associações.
É possível, com o exemplo acima, traçar um paralelo com o que aprendemos nas aulas de Microeconomia. Os torcedores gostam de ver jogos de seu time quando ele está bem, ganhando, goleando ou marcando muitos gols e não tomando quase nenhum. Partindo do pressuposto (eita, economês) de que ver um jogo de futebol sai, em média, vinte reais, e que a mensalidade paga pelos sócios é de trinta reais (como de fato é), com o direito de assistir a todos os jogos do time, fica fácil entender o aumento da demanda por "títulos de sócio" do Inter.
Quando o time não ia bem, jogava de maneira regular, ganhando uma e perdendo outra, apenas aqueles torcedores mais fanáticos iam a mais de dois jogos por mês (gastando 40 reais). A maioria ia até o estádio de vez em quando, para desfrutar um chimarrão com os amigos e se divertir (gastando 20 reais por mês). Sendo assim, somente os mais fanáticos ganhariam algo ao se associarem ao clube, uma vez que gastariam apenas 30 reais mensais e teriam o direito de assistir a qualquer jogo. Os torcedores mais moderados, no entanto, não viam vantagem alguma em desembolsar 30 reais todo mês para assistir um jogo de vez em quando. Em épocas de vitórias gordas, porém, os torcedores se animam, ficam com o orgulho lá em cima, e começam a ir nos estádios mais freqüentemente. Com isso, gastam cada vez mais com ingressos, fazendo com que a associação ao clube se torne vantajosa.
Essa é a lógica econômica por trás do aumento da demanda por "títulos de sócio" do Internacional. No entanto, ao levarmos apenas a possibilidade de se assistir a qualquer jogo como determinante da associação, temos uma situação na qual o clube se vê obrigado a fechar as portas para novos sócios. Hoje, o Inter têm 40 mil sócios, sendo que o Beira-Rio, seu estádio, tem capacidade de mais ou menos 50 mil lugares. Em outras palavras, a oferta é escassa, para uma demanda crescente. Não seria uma boa hora de aumentar o preço da mensalidade em vez de acabar com as associações?
É possível, com o exemplo acima, traçar um paralelo com o que aprendemos nas aulas de Microeconomia. Os torcedores gostam de ver jogos de seu time quando ele está bem, ganhando, goleando ou marcando muitos gols e não tomando quase nenhum. Partindo do pressuposto (eita, economês) de que ver um jogo de futebol sai, em média, vinte reais, e que a mensalidade paga pelos sócios é de trinta reais (como de fato é), com o direito de assistir a todos os jogos do time, fica fácil entender o aumento da demanda por "títulos de sócio" do Inter.
Quando o time não ia bem, jogava de maneira regular, ganhando uma e perdendo outra, apenas aqueles torcedores mais fanáticos iam a mais de dois jogos por mês (gastando 40 reais). A maioria ia até o estádio de vez em quando, para desfrutar um chimarrão com os amigos e se divertir (gastando 20 reais por mês). Sendo assim, somente os mais fanáticos ganhariam algo ao se associarem ao clube, uma vez que gastariam apenas 30 reais mensais e teriam o direito de assistir a qualquer jogo. Os torcedores mais moderados, no entanto, não viam vantagem alguma em desembolsar 30 reais todo mês para assistir um jogo de vez em quando. Em épocas de vitórias gordas, porém, os torcedores se animam, ficam com o orgulho lá em cima, e começam a ir nos estádios mais freqüentemente. Com isso, gastam cada vez mais com ingressos, fazendo com que a associação ao clube se torne vantajosa.
Essa é a lógica econômica por trás do aumento da demanda por "títulos de sócio" do Internacional. No entanto, ao levarmos apenas a possibilidade de se assistir a qualquer jogo como determinante da associação, temos uma situação na qual o clube se vê obrigado a fechar as portas para novos sócios. Hoje, o Inter têm 40 mil sócios, sendo que o Beira-Rio, seu estádio, tem capacidade de mais ou menos 50 mil lugares. Em outras palavras, a oferta é escassa, para uma demanda crescente. Não seria uma boa hora de aumentar o preço da mensalidade em vez de acabar com as associações?



1 Comments:
E aumentar a mensalidade não seria a forma mais fácil de transformar um colorado em um gremista?
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