Rabiscos Econômicos: População x Taxistas

22 Julho, 2008

População x Taxistas

A chuva. Muitas vezes traz benefícios consigo, sendo fundamental para colheitas, manutenção de bacias e reservas. Resumindo, água da chuva pode ser considerada um bem fundamental ao ser humano. Mas como não existe essa ideologia de tratar os assuntos sob ótica coletiva, devemos analisar individualmente (quem dera todos fizessem isso, né seu Governo?).

Partindo de uma análise 100% pessoal para uma mais geral. O que a chuva traz para mim? Eu, pessoalmente, não gosto de chuva. Os incentivos a sair de casa na chuva são muito menores. Pessoas com mais de 1,80 de altura , talvez até 1,70 sofrem com guarda-chuvas. Geralmente, os mesmos não possuem circunferência (angulação) suficiente para cobrir todo o corpo, e o resultado é sempre o mesmo. Se eu saio de guarda-chuvas eu molho inevitavelmente os meus pés, muitas vezes, parte da perna. Pior ainda é quando a chuva não é perfeitamente vertical. Aí esquece.

Agora numa análise mais geral, creio que a chuva deve ter os mesmos efeitos de incentivar a preguiça, sedentarismo, e algumas outras coisas que prejudicam os negócios. Por exemplo, chuvas tendem a aumentar o congestionamento, pessoas chegam atrasadas ao trabalho, algumas nem vão (deixa eu ser um pouco sensacionalista!). Numa construção civil, quem gosta de chuva? Ela atrasa as obras, fica muito complicado trabalhar dessa forma. A chuva pode por muitas vezes atrasar a economia da região. São fatores fundamentais que dependem de um dia agradável para sua realização.

Contrariamente, quem gosta de chuva? A meu ver, os mais beneficiados são os taxistas. As pessoas que não possuem carro dependem mais de taxistas na chuva do que em um dia ensolarado. Certo trajeto que poderia ser feito a pé ou de ônibus é melhor feito de taxi naqueles dias em que não vemos diretamente a luz do sol.

Mudando um pouco o foco, mas ainda falando sobre o que os taxistas adoram, vem à tona a Lei Seca. O que é um absurdo. A lei deveria ser aplicada para evitar que motoristas bêbados dirijam pelas ruas. A diferença da antiga lei para essa é que antes o motorista poderia tomar uma cerveja, agora não pode nem isso. Será que uma cerveja tem um efeito tão devastador assim? O padre não pode mais rezar a missa, tomar o seu cálice de vinho, e pegar seu carro para ir para casa, pois será pego no bafômetro. Fico eu imaginando que perigo ele traz pra sociedade dirigindo tendo tomado um cálice de vinho há 1 hora atrás. Interessante.

Creio que essa lei serve mais pelo efeito-alarde do que pela sua “inovação” mesmo. Os índices de pessoas pegas estão aumentando segundo as fontes de pesquisa, mas será que não está relacionado à maior fiscalização? Se agora há mais fiscais, deve haver mais pessoas sendo pegas. O efeito-alarde dura um tempo, se eu estiver correto nessa análise, daqui certo tempo as coisas estarão como antes da Lei, mas com um efeito positivo no orçamento dos taxistas. Provavelmente, deve ser o setor da economia que mais cresce. Não pára de chover (culpa de ninguém) e ainda inventam leis absurdas os favorecendo.

Taxistas em Porto Alegre são muito mal vistos, por toda sociedade. São poucos os educados, os que não me xingam por chegar de Bento Gonçalves na Rodoviária num domingo à noite e ir para casa numa corrida de um pouco mais de 5 reais. São muitos os casos de xingamento, ironia, e até expulsão do carro. Será que eles merecem tanto assim? Enfim, o que podemos concluir é que o que é bom para os taxistas tende a ser ruim para todos nós.

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2 Comments:

Blogger VW disse...

Eu sou a favor dessa nova lei por um motivo bastante simples: ninguém que está acostumado a beber senta em uma mesa de bar e toma 1 ou 2 chopps... A maioria das pessoas que costuma beber toma muito mais do que isso e depois pega o carro para dirigir...

A lei tornou a coisa bastante simples: bebeu, então não diriga, porque senão as consequências serão graves. Ou seja, os incentivos para beber e dirigir foram reduzidos a zero, o que não acontecia no cenário anterior...

Sds

16:41  
Blogger Pato disse...

Acho excessiva a forma como essa lei vem sendo aplicada.

A função da polícia é evitar que crimes sejam cometidos.

Quando andamos pela rua, é normal que os policiais abordem todos os transeuntes ou que eles parem justamente aqueles que apresentam comportamento suspeito?

No trânsito deveria ser o mesmo.

Se o cara tá dirigindo devagar, certinho, sem causar nenhum problema, não tem porque pará-lo. Tem que ser parado aquele que está andando rápido e perturbando o trânsito - ou seja, apresentando "comportamento suspeito".

Se à noite houvesse fiscalização em mais pontos da cidade, com viaturas paradas monitorando o trânsito, garanto que os resultados em termos de acidentes seriam os mesmos.

17:17  

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