Um pouco de realidade
O mercado brasileiro anda um pouco agitado. Pensava-se que a crise norte-americana estava "blindada" aqui e íamos emergir cada vez mais no mercado mundial, mas isto está sendo colocado em cheque nessas últimas semanas. A Bovespa atingiu nível abaixo de 60.000 pontos (57 mil ainda hoje à tarde), e não dá sinais de melhora, embora as expectativas para o final do ano sejam de que terminaremos com um valor um pouco acima do final do ano passado.
As expectativas negativas também servem para o preço do trigo, que experimentou grande aumento esse ano. Ainda nas commodities o petróleo está ficando mais barato, o preço atual é de 123 dólares o barril. A OPEP, que representa boa parte da produção mundial, anunciou através do governo da Arábia Saudita um aumento da produção em junho de 300 mil barris ao dia, e mais 200 mil em julho, que já surtiu efeito no preço da commodity.
Recentemente, o COPOM aumentou a taxa de juros Selic em 0,75%, passando para o patamar dos 13% a.a. Mais uma tentativa de conter a pressão inflacionária. Segundo especialistas da FGV, o mercado imobiliário não vem sofrendo com o aumento da taxa nos últimos meses. Como os financiamentos são de um prazo relativamente longo, chegando até 30 anos, o valor da taxa de juro atual é mitigado durante o processo. Pessoalmente, a decisão dos membros do COPOM aparenta ser a correta (de aumento, talvez não necessariamente na intensidade), pois os ganhos com uma menor inflação terá um efeito positivo a ponto de superar perda em outros setores, como mostrado no setor de imóveis.
O relatório de mercado, FOCUS, realizado pelo Banco Central, indica uma melhora na expectativa de inflação para o final de 2008, mas os últimos dois dados para o final de 2009 indicam uma expectativa para 5%, dando a entender um possível aumento do centro da meta de 4,5% para 5%. Isso porque, o Banco Central tem independência de instrumentos, no sentido de não lhe ser instruído como atingir a meta, que é de incumbência do Ministério da Fazenda. Ambos trabalham conjuntamente para a manutenção da credibilidade do sistema de metas de inflação
Sobre a taxa de câmbio frente ao dólar, o real continua se valorizando. O último dado indica 1,57 R$/US$. A expectativa de mercado, segundo o Relatório FOCUS, é de que haja ainda uma desvalorização para 1,63 R$/US$, ainda que essa desvalorização seja menor do que a prevista semana passada de 1,65. O que contribui, em pequeno grau, para uma perspectiva de melhora nos resultados das contas externas do país.
As expectativas negativas também servem para o preço do trigo, que experimentou grande aumento esse ano. Ainda nas commodities o petróleo está ficando mais barato, o preço atual é de 123 dólares o barril. A OPEP, que representa boa parte da produção mundial, anunciou através do governo da Arábia Saudita um aumento da produção em junho de 300 mil barris ao dia, e mais 200 mil em julho, que já surtiu efeito no preço da commodity.
Recentemente, o COPOM aumentou a taxa de juros Selic em 0,75%, passando para o patamar dos 13% a.a. Mais uma tentativa de conter a pressão inflacionária. Segundo especialistas da FGV, o mercado imobiliário não vem sofrendo com o aumento da taxa nos últimos meses. Como os financiamentos são de um prazo relativamente longo, chegando até 30 anos, o valor da taxa de juro atual é mitigado durante o processo. Pessoalmente, a decisão dos membros do COPOM aparenta ser a correta (de aumento, talvez não necessariamente na intensidade), pois os ganhos com uma menor inflação terá um efeito positivo a ponto de superar perda em outros setores, como mostrado no setor de imóveis.
O relatório de mercado, FOCUS, realizado pelo Banco Central, indica uma melhora na expectativa de inflação para o final de 2008, mas os últimos dois dados para o final de 2009 indicam uma expectativa para 5%, dando a entender um possível aumento do centro da meta de 4,5% para 5%. Isso porque, o Banco Central tem independência de instrumentos, no sentido de não lhe ser instruído como atingir a meta, que é de incumbência do Ministério da Fazenda. Ambos trabalham conjuntamente para a manutenção da credibilidade do sistema de metas de inflação
Sobre a taxa de câmbio frente ao dólar, o real continua se valorizando. O último dado indica 1,57 R$/US$. A expectativa de mercado, segundo o Relatório FOCUS, é de que haja ainda uma desvalorização para 1,63 R$/US$, ainda que essa desvalorização seja menor do que a prevista semana passada de 1,65. O que contribui, em pequeno grau, para uma perspectiva de melhora nos resultados das contas externas do país.
Marcadores: commodities, inflação, taxa de câmbio



1 Comments:
Diego, você precisa escrever mais. Daqui do interior do PARÁ, na selva amazônica, gosto de seus textos. Abração, João Melo
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